ࡱ> jli[`lbjbj4|ΐΐ`ddd,(....   ^``````$}"F     .. R..^ ^.0~6[*J0,e"Re"e"D              e"         d x:RESPOSTA A MATRIA DE VEJA Todos aqueles que acompanham o meu blog e minhas aulas sabem de minha opinio sobre a Revista Veja, a maior revista de circulao semanal do Brasil. Sempre fui um crtico do contedo desenvolvido por essa revista. Mas nesta semana a revista passou dos limites aceitveis. Veja publicou (20 de agosto de 2008) uma matria, assinada pelas jornalistas (pelo menos acredito que sejam) Monica Weinberg e Camila Pereira, inacreditvel sobre o ensino no Brasil. A matria parecia querer discutir os problemas do ensino em funo dos maus resultados de alunos brasileiros se comparados com outros no mundo afora (comparaes sempre muito polmicas), mas na realidade a matria uma crtica a suposta ideologizao do ensino por professores e autores de livros didticos. A reportagem concluiu que esse rendimento de nossos alunos resultado de uma doutrinao comunista-esquerdista que temos em nossas escolas. Isso um absurdo! uma reportagem elitista, autoritria (pois no da direito de resposta), arrogante e agressiva. O texto comea de forma irnica (verdade que no tem graa nenhuma, como querem acreditar as jornalistas) e contraditria. Inicialmente, essas senhoras levantam, com enorme convico, que no h conversas nos lares brasileiros sobre contedos desenvolvidos em sala de aula. Com isso, querem concluir a pouca importncia da escola no cotidiano do aluno. Pura incompetncia das autoras dessa brilhante reportagem. Talvez por ignorncia pedaggica. O aluno no precisa lembrar de contedos de sala dizendo assim: Ih Pai, sabe que ontem aprendi isso na sala com o professor de ..., seria at ridculo acontecer dessa maneira. importante que o conhecimento seja espontneo e que reflita a viso crtica do aluno sobre aquele contedo aprendido em sala, logo ele estar desenvolvendo conhecimento sim quando h uma discusso sobre racismo ou sobre o conflito da Gergia com a Rssia. Alm disso, essa parte inicial contradiz o foco principal da reportagem. Veja que destacar a influncia nociva e ideolgica de professores de geografia e histria sobre a cabecinha dos indefesos alunos, dizendo que h uma doutrinao nessas aulas, atravs de posturas de carter apenas ideolgico e equivocado. Afinal, os professores influenciam ou no no comportamento dos alunos em seu cotidiano? Porque se somos um perigo a essas crianas e temos forte influncia ideolgica sobre elas, no entendo elas no comentarem nada sobre as aulas com os pais. A reportagem baseada numa pesquisa encomendada por VEJA CNT/Sensus, evidente que a revista no divulga toda a pesquisa, mas apenas aquilo que de seu interesse. Num dos momentos de maior equvoco da reportagem, est na pgina 74 (linha 12), onde Veja concluiu que o pssimo rendimento de alunos brasileiros em comparao com estudantes estrangeiros est relacionado ao ensino de pssima qualidade no pas, at ai no seria nenhum absurdo. Porm, uma concluso equivocada dentro da lgica desenvolvida pela reportagem, pois a revista faz uma analise apenas de livros-apostilas de geografia e histria, mas nossos alunos (como a prpria revista coloca) so avaliados em matemtica e cincias. Por que Veja no avaliou livros de Matemtica, Portugus, Fsica, Qumica e Cincias? A capa da revista faz ironicamente uma relao com a deficincia dos alunos com a escrita. Com isso, fcil concluir, a revista no est disposta a discutir qualidade da educao e sim a ideologia de professores de geografia e histria. Fico pensando o que Veja acha de disciplinas como Filosofia e Sociologia, pois estas esto chegando pra valer no ensino mdio. As jornalistas Monica Weinberg e Camila Pereira (guardem esses nomes) chegam a uma concluso assustadora ao analisar a resposta de professores sobre a principal funo deles em sala de aula. Para cerca de 70% dos professores, a principal funo da escola formar cidados (como fiquei feliz com essa resposta!). As jornalistas consideram isso um absurdo, uma demonstrao clara da ideologizao do ensino, considerando isso uma evidncia da doutrinao nas escolas. Meu Deus! Elas precisam ser chamadas para o Ministrio da Educao no Brasil ou para a direo das escolas de pedagogia de universidades brasileiras. A resposta dos professores absolutamente perfeita. Formar cidados discutir contedos, incentivar o raciocnio, discutir valores, despertar para seus direitos e deveres, construir solidariedade, preparar para o mercado de trabalho, desenvolver uma viso crtica da sociedade, enfim, formar cidados senhoras jornalistas formar seres humanos que no se vendam profissionalmente para um meio de comunicao, produzindo um texto preconceituoso, desrespeitoso, arrogante e, sobretudo, cheio de argumentos falsos. Um dos focos principais da reportagem tentar considerar que educao deve ser imparcial (reparem como a discusso est relacionada a matrias como geografia e histria), o que um total absurdo. O pior que elas sabem disso, sabem que isso impossvel em qualquer situao, em qualquer profisso e at mesmo em nossas relaes sociais-familiares. As senhoras jornalistas utilizam uma ferramenta do jornalismo que quer convencer atravs de uma suposta consulta a especialistas, os consultados por elas acreditam que a educao deve ser imparcial. Meu Deus! Quanta falsidade e falta de carter. Existem milhes de especialistas que no concordam com isso, seja no Brasil ou no resto do mundo. Esse texto de Veja que estamos analisando, ele imparcial? A imprensa no Brasil imparcial? As senhoras Monica e Camila no defendem posies tendo uma viso de mundo? Pois se no fazem isso, no so seres humanos. Numa outra parte da tal pesquisa, Veja pediu para alunos dizerem como os professores se referem (de maneira positiva, neutra ou negativa) a algumas personalidades histricas de destaque, so elas (segundo a reportagem): Lula, Che Guevara, Lnin e Hugo Chavez. Por que perguntar aos alunos sobre exatamente essas personalidades? Eu posso esclarecer. So personalidades odiadas por Veja, logo a revista usaria isso para criticar professores que falam positivamente de um desses personagens. Poderiam perguntar aos alunos o que os professores falam de Hitler ou de Bush. Dizer que Hugo Chavez ditador no ideologia, mesmo que ele tenha sido sempre eleito pelo povo venezuelano. Talvez democrtico tenha sido o golpe proferido contra Chavez em 2002, um golpe apoiado pelos EUA. Dizer alguma coisa positiva de Chavez ideologizao do ensino, mas dizer que ele ditador no . Mas incoerncia que isso no h. Eu gostaria muito de saber como ser neutro em relao a uma personalidade histrica, deve ser como nos livros de histria da poca da ditadura militar no Brasil, apenas relatar factualmente as realizaes dessas personalidades. Um dos momentos mais tristes pra mim na leitura dessa reportagem foi a citao desrespeitosa, injusta, ignorante e covarde em relao ao educador brasileiro (j falecido) Paulo Freire. Reparem no que Veja fala do educador brasileiro: .. ou idolatram personagens arcanos sem contribuio efetiva civilizao ocidental, como o educador Paulo Freire, autor de um mtodo de doutrinao esquerdista disfarado de alfabetizao. Meu Deus! um comentrio absurdo e uma total falta de respeito. Paulo Freire foi um cidado que lutou sua vida toda pela democracia (foi perseguido pela ditadura no Brasil) e pelas injustias sociais, tinha uma viso humanista da educao. Publicou cerca de 40 livros sobre educao, grande parte, traduzidos em vrias lnguas, inclusive o hebraico. Foi convidado para ser professor visitante da  HYPERLINK "http://pt.wikipedia.org/wiki/Universidade_de_Harvard" \o "Universidade de Harvard" Universidade de Harvard em  HYPERLINK "http://pt.wikipedia.org/wiki/1969" \o "1969" 1969. Ainda existem comentrios sobre Karl Marx, muito citado por Veja como o grande pensador de influncia dos professores (de histria e geografia, lgico). Para Veja, isso um absurdo por completo, uma demonstrao de atraso dos professores. H dois problemas dessa colocao, o primeiro a falsa idia dessa afirmao, pois afirmo que isso no verdade. So poucos os professores que tem leitura sobre o marxismo (eu, por exemplo, no me considero um marxista, nem perto disso), muitos inclusive tem posio altamente conservadora, numa viso oposta aos conceitos tericos de Marx. Segundo, a questo de afirmar sobre a pouca importncia de Marx atualmente. Para conhecimento dessas jornalistas, vou reproduzir um texto de uma questo da UNICAMP (talvez elas pretendam dar aulas nessa universidade de histria ou geografia). Vejam o quanto Marx obsoleto. Leia o texto abaixo, publicado pela primeira vez na Frana, em 1848: A necessidade de mercados mais amplos para seus produtos empurrou a burguesia para todo o globo terrestre. (...) Atravs da exploso do mercado mundial, ela deu um carter cosmopolita produo e ao consumo de todos os pases. Em lugar das antigas necessidades, que se satisfaziam com a produo nacional, surgem agora novas necessidades, que para serem satisfeitas necessitam produtos de toda a Terra (...) em lugar da antiga autoeficincia e do antigo isolamento nacional, desenvolve-se em todas as direes um intercmbio universal, uma universal interdependncia das naes Adaptado de Manifest of the communist Party, Karl Marx e Friedrich Engels, edio preparada e anotada por Engels. Internacional Publishers, New York, 1932, pg. 37. Sabe qual foi a pergunta da Unicamp? A pergunta foi sobre a atualidade desse texto, comparando com o processo de globalizao. J sei, a Unicamp foi parcial ou comunista! No final da reportagem, um colunista de Veja (Gustavo Ioschpe) cita duas prolas inacreditveis: Pela mesma razo que o Estado Laico, as aulas do Estado tambm deveriam ser politicamente neutras e acho que a formao poltica de cada um sua prerrogativa individual, sujeita apenas a interferncia dos pais. Sobre a primeira parte j comentamos, no existe ser humano imparcial, quanto mais educao imparcial, isso bsico. Alis, os que argumentam que a educao imparcial, esto sendo profundamente parciais. Na segunda parte, pra mim, mais ainda inacreditvel. considerar que um cidado deve crescer apenas pela influncia dos pais, fico imaginando um aluno chegando em sala de aula e dizendo para um coleguinha de classe: voc um negro sujo ou eu vou pegar sua borracha porque sou mais forte e ai o professor pergunta: Quem ensinou isso pra voc?, o menino responde: Meus pais, ai o professor termina a discusso: ah sim, tudo bem. Preciso comentar sobre os absurdos das analises feitas pelas jornalistas (segundo elas, consultando especialistas) em relao a livros-apostilas APENAS de histria e geografia (s tem um livro de portugus, mas que a analise sobre uma questo histrica). So comentrios grosseiros (usando expresses como tolice e falsificao), desrespeitosos, equivocados em quase todos os casos e alguns sem o mnimo de necessecidade. Alm disso, so trechos de livros retirados de um contexto, logo muito complicado analisar dessa maneira. Abaixo mostro alguns desses comentrios (so quase 40 no total). Primeiro o trecho do livro, depois o comentrio de Veja e por fim o meu comentrio. Apostila de Histria do Objetivo: O mapa que mostra a rota da Coluna Prestes inclui o estado do Tocantins. Comentrio de Veja: o estado do Tocantins s foi criado em 1988. Marcelo Coelho: Meu Deus! Que erro da apostila, foi um erro to impressionante que tenho medo dos alunos perderem a competio externa com outros alunos! Algumas perguntas que no querem calar: Veja comete erros em suas edies? As jornalistas j cometeram erros em reportagens? Ser que o autor no fez isso exatamente para melhor compreenso dos alunos? Ele foi consultado desse suposto erro? Livro Geografia do Brasil da Ed. Moderna: Basta apertar um boto, via internet, para desvalorizar a moeda e ocasionar desequilbrios financeiros e instabilidade poltica em certo pas(...) Veja: Simplificao tola produzida por m-f e desconhecimento do funcionamento bsico dos mercados internacionais de moeda. Marcelo Coelho: Qual o erro do autor? Em que situao ele doutrina um aluno falando isso? Ser que nenhum economista concorda com essa tese levantada pelo autor? A crise asitica de 1997-98 no foi provocada, entre outros fatores, pela fuga de capitais especulativos? O texto do autor no tolo e nem de m-f, Marco Amorim Coelho um autor srio e tradicional de livros didticos de geografia, uma descortesia dessas jornalistas duvidarem do carter do autor. Reparem o texto na ntegra do livro: Os capitais especulativos so investidos nos mercados financeiros de todo o planeta e podem sair do pas de uma hora para outra, por influncia de acontecimentos polticos, de especulao e at de boatos. Os diferentes espaos do planeta encontram-se interligados por uma rede informacional constituindo uma cibereconomia. Basta apertar um boto, via internet, para desvalorizar a moeda e ocasionar desequilbrios financeiros e instabilidade poltica em certo pas, com lucros para alguns e prejuzos considerveis para outros. Reparam a maldade de tirar um trecho de um texto, saindo totalmente do contexto. No que o autor est errado nesse texto? Apostila de Geografia do COC: Embora os robs tenham trazido grande contribuio para o desenvolvimento industrial, o avano da tecnologia contribuiu para o aumento do desemprego (estrutural) mundial. Veja: o avano da robtica resultou em mais e melhores empregos no mdio prazo. O desemprego s prevalente no mundo atualmente em pases de baixa insero tecnolgica. Marcelo Coelho: Absurdo total! Existe hoje grande debate sobre os efeitos da automao e robotizao no processo produtivo, muitos afirmam ser um processo redutor de empregos, mas tambm do surgimento de novos tipos de emprego, o problema est em mensurar esse efeito. Por isso, o autor no comete erro nenhum, pelo contrrio, passa uma viso plenamente aceita como gabarito dos principais vestibulares do pas. Existem pases europeus com taxas de quase 20% da populao desempregada e o Brasil apresenta uma taxa de aproximadamente 10%. Livro Das Cavernas ao Terceiro Milnio da Ed. Moderna: Em setembro de 1973, aps trs anos de desgaste minuciosamente orquestrado pela direita chilena com assessoria internacional -, uma quartelada deps Alende, que foi executado pelos golpistas. Veja: O presidente Allende foi mesmo deposto por generais golpistas com a ajuda material e estratgica da CIA, mas desgastou-se pela prpria incompetncia e no foi assassinado. Suicidou-se. Marcelo Coelho: Talvez o pior de todos os comentrios de Veja, pela incoerncia e erros histricos. As jornalistas ou os especialistas consultados pelas jornalistas concordam com o envolvimento dos EUA-CIA, mas apenas consideram a incompetncia do governo democrtico de Allende fator para ter provocado sua queda. Essa viso ideolgica? Lgico que . O autor relata uma viso de inmeros de historiadores renomados no Brasil, s consultar alguns livros universitrios, alguns chegam a afirmar sobre o grande apoio popular, sobretudo, dos menos favorecidos, que Allende tinha momentos antes do golpe. Queridas jornalistas, atualmente, muitos especialistas afirmam que Allende foi realmente ASSASSINADO. Livro Histria da Ed. Moderna: Muitos agricultores e vaqueiros seguiram o Conselheiro para fugir da explorao e da misria a que estavam submetidos pelos fazendeiros da regio (...) Nessa comunidade (Canudos)o trabalho e a produo eram divididos igualmente. No havia cobrana de impostos e nem polcia. Veja: Euclides da Cunha, em Os Sertes, relata que Antnio Conselheiro era um psicopata, que atraiu com sua pregao mstica um exrcito de gente nfima e suspeita, avessa ao trabalho. Marcelo Coelho: Outra prola dos comentrios de Veja. Analise superficial, tendenciosa, elitista e atrasada. Afinal quem est certo Euclides ou centenas de historiadores que classificam Canudos como um importante movimento social brasileiro? Veja, to moderna, utilizou uma viso ultrapassada desse movimento, uma viso dos governantes da Repblica Velha, mais um erro de atualizao histrica. Alm disso, existe um erro literrio, eu diria at proposital. Em Os Sertes, Euclides da Cunha reconheceu posteriormente (o final da obra) que teve uma viso elitista de Canudos, mudou de idia quando foi pessoalmente ao interior da Bahia. Faltou consultar uma especialista em literatura. Livro Projeto Radix de histria da Ed. Scipione: As polticas neoliberais agravaram as desigualdades econmicas e sociais em todo o mundo. Veja: Falsificao. As polticas neoliberais tiraram quase 400 milhes de chineses da misria. No Brasil e no Chilhe, criaram um classe mdia majoritria. Marcelo Coelho: Um absurdo, ou melhor, inmeras falsificaes como as jornalistas gostam de dizer. A China no tem nada nada nada nada de neoliberal, no mnimo no conhecer a realidade chinesa. Mesmo com as reforma de Deng Xiaoping em 1978, o governo chins tem feito reformas econmicas com forte presena do Estado em vrios segmentos produtivos e sociais do pas. A desigualdade social na China crescente, o IDH chins pior do que do Brasil. Achei lindo ver a Veja defendendo o modelo poltico ditatorial Chins. Talvez essa seja a grande diferena entre o modelo chins e o de Hugo Chavez na Venezuela, o primeiro satisfaz as necessidades polticos-econmicas capitalistas, j o segundo segue em oposio. Parabns a Veja, forte defesa de uma brutal DITADURA como a China. Que incoerncia! Livro Construindo a Geografia da Ed. Moderna: Por meio da televiso, as empresas transformam as unidades familiares em consumidoras de seus produtos e estabelecem padres de comportamento. Veja: Os espectadores so reduzidos a seres desprovidos de vida inteligente. Marcelo Coelho: Meu Deus! Que comentrio ridculo, sem o menor fundamento, sem nenhuma contestao ao trecho escrito pelo autor. de conhecimento, at de um mineral, que h uma brutal influncia da TV no padro de consumo das sociedades. Por que as empresas pagam fortunas por propagandas nas TVs? J sei, deve ser para divertir o cliente. Que fofo! Livro Geografia, Ensino Mdio da Ed. tica: Sem dvida, a chamada sociedade de consumo, na qual, para ser feliz, no basta consumir o necessrio, mas, se possvel, tambm o suprfluo, acabou por conferir s relaes do homem com o meio ambiente um carter extremamente agressivo. Veja: O autor poderia esclarecer primeiro qual sociedade no de consumo. A comunista? Nenhum regime conseguiu poluir mais a terra, gua e o ar do que o comunista. Marcelo Coelho: Meu Deus! ( uma das piores, sem dvida) O autor est absolutamente correto, fico com medo de meus alunos acreditarem em Veja, pois assim vo errar no vestibular. Todas as universidades em seus vestibulares concordam com essa tese. Todas! Leonardo Boff (um louco esquerdistas ultrapassado para Veja e suas imparciais jornalistas, com certeza) j disse: Coloca-se assim uma bifurcao: ou o capitalismo triunfa ao ocupar todos os espaos como pretende e ento acaba com a ecologia e assim pe em risco o sistema-Terra ou triunfa a ecologia e destri o capitalismo, ou o submete a tais transformaes e reconverses que no possa mais ser reconhecvel como tal. Olha a pergunta da prova de Geografia da UFRJ em 2005: Relacione o agravamento dos problemas ambientais globais com as tendncias de expanso dos padres de consumo dos pases ricos para o resto do mundo. Agora reparem o gabarito da UFRJ: Os padres de consumo dos pases ricos esto baseados no uso intensivo de fontes no renovveis de energia, na baixa eficincia dos processos de aproveitamento dos recursos naturais e na reduo indiscriminada da diversidade biolgica. Tais padres, se adotados pela maioria da populao do planeta, podem agravar os problemas ambientais devido ao aumento de emisses dos gases de estufa, e poluio e contaminao do ar, da gua e do solo pelos resduos resultantes do uso ineficaz dos recursos naturais. A UFRJ deve ser comunista! Projeto de Ensino de Geografia da Ed. Moderna: A globalizao reproduz e aprofunda as antigas desigualdades sociais: parcela significativa da populao mundial excluda do consumo de bens e servios essenciais. Veja: Parcela significativa da populao mundial sempre esteve excluda do consumo de bens e servios essenciais. A globalizao do sistema capitalista de economia de mercado aliada democratizao burguesa diminuiu o nmero de pobres no mundo de 56% da populao para 23%. Marcelo Coelho: Demtrio Magnoli, o autor do livro, j foi entrevistado por Veja algumas vezes. Talvez a revista pudesse escolher melhor esses entrevistados. As jornalistas confundem pobreza com desigualdade social. O Peru um pas, em termos socioeconmicos, muito mais pobre que o Brasil, mas ns temos uma desigualdade social maior. Em 1960, a diferena econmica entre as naes mais ricas do planeta (cerca de 20%) e as mais pobres (cerca de 20%) era de 30 vezes, atualmente esse valor ultrapassa 70 vezes. As jornalistas devem tomar cuidados com dados utilizados, pois O GLOBO (16.11.2007) noticiou recentemente que a pobreza na Amrica Latina diminuiu em 2006 e que os principais pases responsveis por esse processo foram Brasil (da besta Lula, adjetivo utilizado por Diogo Mainardi, colunista de Veja), Argentina e Venezuela (do ditador, corrupto, feio, chato, nojento, bobo Hugo Chavez). Livro Geografia da Ed. Quinteto Editorial: Os meios de comunicao de massa so formadores de opinio, que divulgam apenas idias de seu interesse. Veja: O autor est em boa companhia. Foi exatamente essa a justificativa dada pelo ditador Fidel Castro ao fechar os jornais em Cuba e lanar o rgo monopolista oficial de formao poltica, o dirio Granma. Marcelo Coelho: As jornalistas fugiram do assunto. A questo cubana no era o foco de discusso do autor. Em qualquer sociedade, os meios de comunicao de massa, sejam estatais ou privados so formadores de opinio sim, assim como professores, pais e padres, entre outros. Cabe ao cidado ser capaz de ter um senso crtico sobre aquilo que est ouvindo e/ou vendo. Os meios de comunicao, de um modo geral, refletem o interesse de seus patrocinadores, isso mais claro do que gua ou as jornalistas acham que vamos acreditar na imparcialidade da imprensa. Parabns ao autor do livro. Tenho que parar a analise desses trechos por aqui, pois estamos com muitas linhas j escritas, mas poderia continuar, por que os comentrios so lamentveis em outras analises das doutoras jornalistas (ou dos especialistas que elas dizem ter consultado). Quase todos os comentrios so de assuntos polmicos, com opinies que podem ser sim diferentes entre autores, professores, alunos, pais, jornalistas e tudo mais que possa pensar. Veja defende a censura ou controle estatal dos livros? Qual seria a soluo disso? Faltou mostrar a verdadeira inteno da reportagem. Prestem ateno para esse texto, acho bem interessante para essa polmica: O que capitalismo? o sistema econmico e social caracterizado pela propriedade privada dos meios de produo, pelo trabalho assalariado, pela acumulao de capital e pelo foco primordial no lucro. Que texto absurdamente parcial! Deve ser de alguma cartilha (termo usado pejorativamente pelas jornalistas para se referir a livros e apostilas) comunista. Talvez um panfleto do PSTU ou do PSOL. No, caros amigos e queridas jornalistas, esse texto de uma publicao da Editora Abril (a mesma da Veja). Acreditem! uma publicao voltada para vestibulandos: Histria Vestibular (edio 2008, pgina 52). Que vergonha Editora Abril! Doutrinando os alunos? Por fim, gostaria de esclarecer que meu texto parcial, pois no sou mal carter de no reconhecer uma concluso bvia. Mas o texto de Veja no, esse uma total imparcialidade (uma revista que pauta por isso realmente, vide a capa de uma edio de Veja de 1988, onde o ex-presidente Fernando Collor apresentado ao povo como Caador de Marajs, isso que imparcialidade). O importante ter carter para assumir uma posio, contanto que ela no passe informaes equivocadas e que no prejudique o outro. Desculpem meus queridos e freqentes leitores, mas usei muito do deboche e da agressividade como forma de responder no mesmo tom o texto simplista e vulgar dessas jornalistas. Por que vender a dignidade profissional dessa maneira? um carnaval de generalizao de fatos, de agresses morais fora do contexto (estou indignado como o caso de Paulo Freire), de acusaes sem conhecer a pessoa, onde no h nenhum espao para resposta dos autores. Uma arrogncia descomunal, sem propsito, ofensiva. So inmeras pginas onde poderamos discutir assuntos importantes, inclusive as dificuldades de atualizao dos professores, a deficincia da infra-estrutura escolar e os prprios erros de livros e apostilas, mas erros de contedo realmente, no supostas polmicas e em todas as matrias. No entendo uma coisa. Por que s analisar livros de Histria e Geografia. Por qu? Por ltimo, queria convidar as jornalistas da reportagem para assumirem a elaborao de livros de histria e geografia e de ministrarem aulas em colgios, cursos e universidades desse pas. Mas lembrem-se, os livros e as aulas devem respeitar a neutralidade em relao aos contedos apresentados. Duvido. Me ajudem a divulgar esse texto, reproduzam pela internet. Por favor! Professor Marcelo Coelho Geografia  FG'(!!@!J!L!!!##%%%%O&P&g&h&l&m&&&&&&ⷨzgzgPgzgzgPgz,hZ_h$W0J>*B*CJaJmHphsH%jhZ_h$WCJUaJmHsHhZ_h$WCJaJmHsHhZ_h$WCJOJQJaJh$WB*CJOJQJaJphhXxh$WCJOJQJaJhXxh$WCJ$OJQJaJ$hLCJOJQJaJh}$h$W6CJOJQJaJh$WCJOJQJaJ"h> h$W56CJ$OJQJaJ$ \3B"& *R*,>--1^46X<?eDIJM $ & Fa$gd$W$ $d&dNPa$gd$W $`a$gd$W $`a$gd$W&&&&$'U'''(M(N((() * *R*,,,,>-c-q---/$///H1I11122333 4 4 4^4~44ƿљљљљљљљљ}qh$WCJOJQJaJh|h$W5CJOJQJaJhxRCJaJmHsHh|h$WCJaJmHsHh(Hh$W6 h(Hh$WhZ_h$W6 hZ_h$WhZ_h$WCJaJh$WCJaJmHsHhLCJaJmHsHhZ_h$WCJaJmHsHh$WmHsH,44 5566V7Z777X<t<#='===?@@@AAvCCCDcDeDDEESFaFHiHHHI/III)J7JJMvM N NVNdNOOOO㺪h0&CJOJQJaJh'5h'55CJOJQJaJh'5h$W5CJOJQJaJh'55CJOJQJaJh(2CJOJQJaJhh$W5CJOJQJaJh$WCJOJQJaJh|h$W5CJOJQJaJ3JMO W\D`Eab`eEhOijk*CJaJhSh$WCJ^JaJh*5h$W^Jh$WCJOJQJaJh|h$W5CJOJQJaJhh$W5CJOJQJaJh*5h$WCJOJQJaJ!^^^^___D`666666666666666666666666666666666666666666666666hH6666666666666666666666666666666666666666666666666666666666666666662 0@P`p2( 0@P`p 0@P`p 0@P`p 0@P`p 0@P`p 0@P`p8XV~ OJPJQJ_HmHnHsHtHJ`J $WNormal dCJ_HaJmHsHtH >A`> Fonte parg. padroTiT 0 Tabela normal4 l4a ,k , 0 Sem lista 6U@6 $W0 Hyperlink >*B*phL@L $W Pargrafo da Lista ^m$xC@x $WRecuo de corpo de textodx^CJOJPJQJ^JaJtHl!l $WRecuo de corpo de texto CharCJOJPJQJ^JaJtHbo2b $WDefault 7$8$H$-B*CJOJQJ^J_HaJmHphsHtH PK![Content_Types].xmlj0Eжr(΢Iw},-j4 wP-t#bΙ{UTU^hd}㨫)*1P' ^W0)T9<l#$yi};~@(Hu* Dנz/0ǰ $ X3aZ,D0j~3߶b~i>3\`?/[G\!-Rk.sԻ..a濭?PK!֧6 _rels/.relsj0 }Q%v/C/}(h"O = C?hv=Ʌ%[xp{۵_Pѣ<1H0ORBdJE4b$q_6LR7`0̞O,En7Lib/SeеPK!kytheme/theme/themeManager.xml M @}w7c(EbˮCAǠҟ7՛K Y, e.|,H,lxɴIsQ}#Ր ֵ+!,^$j=GW)E+& 8PK!.atheme/theme/theme1.xmlYMoE#F{om'vGuرhF[xw;jf7q7J\ʉ("/z'4IA!>Ǽ3|^>5.=D4 ;ޭªIOHǛ]YxME$&;^TVIS 1V(Z Ym^_Ř&Jp lG@nN&'zξ@F^j$K_PA!&gǬへ=!n>^mr eDLC[OF{KFDžƠپY7q~o >ku)lVݜg d.[/_^йv[LԀ~Xrd|8xR{ (b4[@2l z "&'?>xpxGȡIXzg=2>ϫPCsu=o<.G4& h`9Q"LI(q }93̲8ztzH0SE+$_b9rQkZVͣiV 2n*=8OSyZ:"⨹ppH~_/PŴ%#:viNEcˬfۨY՛dEBU`V0ǍWTḊǬXEUJg/RAC8D*-Um6]Ptuyz*&Q܃h*6w+D?CprloSnpJoBӁc3 chϿ~TYok#ހ=pGn=wOikZoiBs͜zLPƆjui&e E0EMl8;|͚ 64HpU0)L O3 e:(xfä)Hy`r~B(ؘ-'4g\вfpZa˗2`khN-aT3ΑV \4  o`v/] f$~p p@ic0As\ @THNZIZ[}i RY\qy$JyϣH9\,AZjyiǛ)D]n|%lڟX̦l熹EЀ > 6ljWY DK/eby_膖L&W`VcJT14fS!:UJ0A?y6Xg1K#[]y%[BTRlwvSLɟ)4.Xt|zx\CJ#Lw@,e_}֜aN}jHP؏T$فdfl,YdTI]Zd+zoPnI hYC=!kk|l1Qn6MBŊ]|-_Ǭf^ Mθڎ`R+Wh1,Q >H *:[䠙A@V_ .ap64+lt^7st G5;Mb8s9x<ڮjI~11qM2%M2K94uo%PK! ѐ'theme/theme/_rels/themeManager.xml.relsM 0wooӺ&݈Э5 6?$Q ,.aic21h:qm@RN;d`o7gK(M&$R(.1r'JЊT8V"AȻHu}|$b{P8g/]QAsم(#L[PK-![Content_Types].xmlPK-!֧6 +_rels/.relsPK-!kytheme/theme/themeManager.xmlPK-!.atheme/theme/theme1.xmlPK-! ѐ' theme/theme/_rels/themeManager.xml.relsPK] `d |&4O^`l79:<=JM`l8;Ogl`dXX8@0(  B S  ? >D &kq]g$%FHUX  2 5 M S 2!4!!! 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